Contar histórias com linhas e agulhas

Residência Artística

    cindy
    É n’A Oficina, em Guimarães, que está a decorrer, desde 28 de Junho, no âmbito da Contextile 2014, a residência artística da norte-americana Cindy Steiler com bordadeiras vimaranenses. A artista, que participou na primeira edição da bienal, em 2012, diz que bordar acaba por ser uma forma de afirmação das mulheres.

    Cindy Steiler mostra-se contente por poder aprender os pontos e as técnicas do bordado tradicional de Guimarães e as diferenças linguísticas parecem não ser um problema quando se comunica com linhas e agulhas. As bordadeiras não falam inglês mas também estão entusiasmadas por partilharem conhecimentos com a norte-americana. Conceição Ferreira, de 69 anos, diz que gosta muito de ensinar e que sente orgulho em poder transmitir o que sabe à artista.

    Cindy Steiler acredita que as regras próprias do bordado tradicional de Guimarães a obrigam a ser mais criativa. “Admiro as suas regras — o uso restrito de 6 cores e o facto de não as poder misturar — e penso que integrar este bordado no meu trabalho artístico é divertido e torna-o mais criativo. É como misturar a tradição e a contemporaneidade, o passado e o presente.”

    A artista imprime fotografias antigas e actuais em tecido recorrendo à cianotipia (blueprint), um processo que surgiu em 1842. As obras que resultarem desta residência artística serão expostas na Plataforma das Artes e da Criatividade, durante a Contextile 2014, que arranca a 26 de Julho. Uma exposição a não perder!

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