BY A THREAD
POR UM FIO

Tema

De longe, um tecido pode aparentar homogéneo e compacto. Mas à medida que nos aproximamos dele — olhando-o de perto e atentando na teia e na atrama que lhe dão consistência, torna-se visível a riqueza dos seus detalhes — os fios e os nós que o estruturam e tornam coeso. De modo análogo, também a CONTEXTILE se vem consolidando em resultado de uma rede de variadas relações. A 8ª edição da CONTEXTILE — Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, patente de 5 de setembro a 29 de novembro de 2026, acontece graças à consolidação dessas relações, do envolvimento da bienal com a(s) comunidade(s) do(s) território(s) em que habita e trabalha. Aposta uma vez mais na criação e trabalho em conjunto, reforçando o seu compromisso com a arte e a cultura, mas também com o ecossistema e a sustentabilidade. Deste modo, sublinha-se aquela que vem sendo uma das suas mais marcadas linhas de identidade: uma plataforma de encontro e criação em comunidade. Essa missão materializa-se através de um programa dinâmico que contempla várias exposições, residências artísticas, workshops, performances, intervenções no espaço público, conversas e outros momentos que aproximam artistas, parceiros e públicos, promovendo o diálogo direto e encorajando novas formas de criação, pensamento e reflexão, ao longo de 85 dias. 


POR UM FIO

“By a Thread” / “Por um Fio” é o conceito que estrutura toda a programação da Contextile 2026, na sua 8ª edição. Partindo da ideia de que “o planeta, os territórios e as comunidades estão por um fio”, a Bienal desafia artistas, curadores e parceiros a refletirem sobre as múltiplas crises e desafios que atravessam o tempo — climáticas, sociais, económicas, políticas e culturais, e propõe a arte contemporânea como espaço de reflexão crítica, alerta, questionamento e sensibilização sobre estas questões globais; o têxtil como linguagem artística e política capaz de pensar criticamente o mundo contemporâneo; de agitar uma responsabilidade individual e coletiva diante e dentro desses desafios. Ainda que frágil e facilmente desfeito, é com o fio que se faz o tecido e é para essa capacidade regenerativa de um fio à beira de se desfazer que aponta a 8ª edição da Contextile — se o fio estica ao ponto de quase se partir, há que tentar reinventá-lo, reutilizá-lo e atentar esperançosamente na sua capacidade de regeneração.