AI WEIWEI
ARTISTA CONVIDADO
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Contextile 2026

























Ai Weiwei é o Artista Convidado da CONTEXTILE 2026
O artista chinês Ai Weiwei será o artista em destaque na 8.ª edição da CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea – que acontece entre 5 de setembro e 29 de novembro de 2026, em Guimarães, Portugal –, produzindo obras inéditas que serão apresentadas em vários espaços da cidade.
Cidadão global, artista e pensador, Ai Weiwei (1957, Pequim, China) move-se entre modos de produção e investigação. Para além das preocupações com a forma ou o protesto, Ai Weiwei tem medido, mais recentemente, a nossa existência em relação às forças económicas, políticas, naturais e sociais, unindo o saber-fazer tradicional à criatividade conceptual.
Sob o tema “By a Thread” (Por um fio), no próximo ano a CONTEXTILE propõe uma reflexão sobre os tempos atuais – marcados por crises ambientais, sociais e económicas – e convoca a arte como uma ferramenta de resistência, cuidado e construção de novos futuros.
Ai Weiwei (n.1957, Pequim, China) tem uma prática diversificada e prolífica que engloba instalações escultóricas, cinema, fotografia, cerâmica, pintura, escrita e redes sociais. Um artista conceptual que funde o artesanato tradicional e a sua herança chinesa, Ai Weiwei move-se livremente entre uma variedade de linguagens formais para refletir sobre a condição geopolítica e sociopolítica contemporânea. O trabalho e a vida de Ai Weiwei interagem e informam-se mutuamente com regularidade, estendendo-se frequentemente ao seu ativismo e à defesa dos direitos humanos internacionais.
Cidadão global, artista e pensador, Ai Weiwei move-se entre modos de produção e investigação, sujeito à direção e ao resultado da sua pesquisa, seja sobre o terramoto chinês de 2008 (para obras como Straight, 2008-12 e Remembering, 2009) ou sobre a situação mundial dos refugiados e migrantes forçados (para Law of the Journey e o seu documentário de longa-metragem, Human Flow, ambos de 2017). Desde as primeiras posições iconoclastas em relação à autoridade e à história, que incluíram Dropping a Han Dynasty Urn e uma série de saudações com o dedo do meio a locais de poder, Study of Perspective (ambos de 1995), a produção de Ai expandiu-se para abranger a arquitetura, a arte pública e a performance. Para além das preocupações com a forma ou o protesto, Ai mede agora a nossa existência em relação às forças económicas, políticas, naturais e sociais, unindo o artesanato à criatividade conceptual. Os símbolos universais da humanidade e da comunidade, como as bicicletas, as flores e as árvores, bem como os problemas perenes das fronteiras e dos conflitos, ganham uma força renovada através de instalações, esculturas, filmes e fotografias, enquanto Ai continua a falar publicamente sobre questões que considera importantes. Ai é uma das principais figuras culturais da sua geração e serve de exemplo para a liberdade de expressão, tanto na China como a nível internacional.
Ai Weiwei expôs extensivamente em instituições e bienais de todo o mundo incluindo: Seattle Art Museum, Seattle (2025); MUSAC, León (2024); Design Museum, Londres (2023); Albertina Modern, Viena (2022); Serralves Museu de Arte Contemporânea, Porto (2021); Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Dusseldorf (2019); Oca – Ibirapuera Park, São Paulo (2018); Public Art Fund, Nova Iorque (2017); Israel Museum, Jerusalém (2017); Palazzo Strozzi, Florença (2016); Andy Warhol Museum, Pittsburgh (2016); National Gallery of Victoria, Melbourne (2015); Royal Academy of Arts, Londres (2015); Martin-Gropius-Bau, Berlim (2014); Brooklyn Museum, Nova Iorque (2014); German Pavilion, 55th Venice Biennale, Veneza (2013); Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC (2012); Taipei Fine Arts Museum, Taipei (2011); Turbine Hall, Tate Modern, Londres (2010); Haus der Kunst, Munique (2009); Mori Art Museum, Tóquio (2009); documenta 12, Kassel (2007); e Kunsthalle Bern, Berna (2004).
As colaborações arquitetónicas de Ai Weiwei incluem o Serpentine Pavilion de 2012 e o Estádio Olímpico de Pequim de 2008, com Herzog e de Meuron. Entre numerosos prémios e distinções, recebeu o Praemium Imperiale para escultura da Associação de Arte do Japão em Tóquio em 2022, ganhou o prémio de realização vitalícia dos Prémios de Arte Contemporânea Chinesa em 2008 e foi nomeado Académico Honorário da Royal Academy of Arts, Londres, em 2011. O seu trabalho no domínio dos direitos humanos foi reconhecido com o Prémio Václav Havel para a Dissidência Criativa em 2012 e com o Prémio Embaixador da Consciência da Amnistia Internacional em 2015.
O livro de memórias do artista 1000 Years of Joys and Sorrows foi publicado em 2021, e a sua novela gráfica autobiográfica Zodiac: A Graphic Memoir, em colaboração com Elettra Stamboulis e Gianluca Costantini, foi publicado em 2024.
Ai Weiwei vive e trabalha em Pequim (China), Berlim (Alemanha), Cambridge (Reino Unido) e Lisboa (Portugal).
CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães
Avenida Conde Margaride, 175
PAC – Praça das Artes e da Criatividade
Avenida Conde Margaride, 175
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